A partir das inscrições das histórias de amor na literatura, passando por Ronsard, La Rochefoucauld, o Renascimento e a Idade Clássica, o autor sustenta uma dessimetria notável em relação ao fato de que as mulheres falam do amor de modo diferente dos homens. E seria a psicanálise que nos deveria orientar sobre essa disparidade, verdadeiro sustentáculo da teoria freudiana, que a relaciona justamente à anatomia. Mas é Lacan quem nos esclarece a respeito do fato de que não há, no plano da sexualidade, o órgão que faria falta, verdadeiro obstáculo ao amor. Diante dessa falta, o autor estabelece duas posições: a fantasia e a mística. Se o homem se orienta pela fantasia, há toda uma literatura que situa o feminino a partir da experiência mística.
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33,00 €Preço
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